artigo4Resumo – Apesar de todos os avanços obtidos na área de Gerenciamento de Projetos nos últimos anos, os fracassos continuam acontecendo.

Um “benchmarking” feito pelo PMI-RIO com cerca de 60 grandes Empresas atuando no Brasil colocou como causa primeira do fracasso de projetos os chamados “problemas de comunicação” (1). Embora este seja um conceito um tanto ou quanto vago, não podemos esquecer que, no próprio PMBOK, uma qualidade considerada como fundamental para um bom Gerente de Projetos é justamente a habilidade de comunicação; o problema é que muito pouco do que se escreve ou produz sobre Gerência de Projetos versa sobre este assunto. Em nossa opinião, o que existe é uma certa dificuldade para se lidar de forma objetiva com estes conceitos mais sutis – afinal, o que é uma boa comunicação?

 Existe alguma forma de aferir se estamos nos comunicando bem ou mal? Esta dificuldade faz com que as pessoas acabem por adotar duas posturas diametralmente opostas diante do tema; ou a indiferença total (ou seja, considerar que a habilidade em comunicação é um dom inato, e, assim sendo, não adianta tentar ser científico nesta área) ou a tentativa de buscar um estudo profundo sobre o assunto – e aí surgem os famosos “treinamentos” para extravasar emoções, desbloquear a mente, análises em grupo, enfim, uma série de coisas que, normalmente, não conseguem gerar qualquer resultado prático, caindo, por isto, na descrença e no ridículo.

 Neste trabalho estamos procurando adotar uma postura intermediária, estudando, da forma mais objetiva possível, até onde uma comunicação boa ou ruim pode afetar um projeto, e propondo alternativas para tentar melhorá-la, sem chegar ao nível da neurolinguística ou da psicologia, mas apenas utilizando alguns pequenos truques que fomos aprendendo ao longo de nossa vivência e estudos sobre o tema.

 I – Introdução: Em projetos, quem não se comunica, se trumbica?
 A frase acima, bordão do imortal Abelardo Barbosa, o “Chacrinha”, talvez o maior fenômeno da história da comunicação de massas em nosso País, pode ser aplicada sem qualquer retoque ao nosso mundo de Gerência de Projetos. Afinal, como todos sabemos, um projeto é um evento único, e, portanto, suas definições precisam ser reconstruídas a cada caso. Começando do início, já no primeiro processo de um projeto (“Iniciação”), muito mais do que definições de escopo, prazo, custo, o que temos é uma forte atividade de comunicação. Sim, porque o ciclo funciona da seguinte forma; o cliente comunica à entidade executora do Projeto o que ele deseja, esta informação é passada para o Gerente do Projeto, depois para a equipe, e assim por diante. Sabendo-se que a comunicação é, basicamente, um processo que envolve transmissão e recepção, além de várias codificações e decodificações no meio do caminho, podemos descrever uma espécie de “ciclo de deterioração da informação”, que funciona mais ou menos assim;

 

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