artigo5Um dos pontos mais complicados para a grande maioria dos Gerentes de Projeto é lidar com as chamadas “habilidades soft”, ou seja, a parte de relacionamento humano, liderança, motivação, etc. Penso que a explicação mais razoável para esta dificuldade passa pelo perfil profissional dos GP


 

Autor: W. Mansur
Profissional de Vendas e Liderança

 

 

 Afinal, como ainda não existem cursos de formação para esta carreira específica, o que temos no mercado são pessoas que “foram parar” na função, depois de algum tempo de trabalho. Mesmo sem poder me basear em dados concretos, uma vez que não sei da existência de qualquer estatística a este respeito, acho que é possível afirmar, com boa margem de segurança, que pelo menos 90% dos Gerentes de Projeto existentes no mercado são originários da área de ciências exatas (engenharia, informática, etc...).

  O perfil deste tipo de profissional é característico; são pessoas que gostam de números, cartesianas por princípio, e que costumam não se sentir à vontade quando são obrigadas a trabalhar com coisas que não têm “Hipótese-Tese-Demonstração”, que não se enquadram em fórmulas ou equações definidas. A prova disto é que, de um modo geral, toda a vez que se inicia uma discussão na Internet, ou se propõe um curso ou palestra sobre assuntos mais técnicos, como a utilização de “softwares” de controle, novas ferramentas para construção de WBS ou coisa parecida, o interesse é sempre muito grande; por outro lado, quando se tenta iniciar discussões sobre “resolução de conflitos”, “controle emocional”, ou coisas afins, pouquíssimos se manifestam.

 

 

 O problema é que, na grande maioria das vezes, estas habilidades “soft” acabam fazendo a diferença entre sucesso e fracasso, muito mais do que toda a parte técnica envolvida no tema. Sim, porque, invariavelmente, o objetivo final de um projeto é alcançar a chamada “satisfação do cliente” – só que este já é um conceito “soft” por sua própria natureza (afinal, o que é mesmo que faz um cliente sentir-se satisfeito?). Só para ter uma idéia da seriedade com que estes assuntos são tratados hoje em dia, sugiro uma rápida folhada na revista oficial do PMI, a PMNetwork (edição de agosto/2002). O artigo de capa é sobre “Resolução de conflitos”, e boa parte das matérias gira em torno de temas como comprometimento, envolvimento, trabalho em grupo, etc...  Além disto, o próprio PMBOK, nosso Livro Sagrado, aponta que as três principais competências (“core skills”) do GP são liderança, comunicação e negociação, ou seja, mais uma vez, conceitos muito mais relacionados à parte humana do que à parte técnica.

 

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