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Dia após dia é considerável o número de profissionais que decidem se aventurar pelo mundo do gerenciamento de projetos (GP). Desprovidos das informações adequadas tomam iniciativas e orientam a si mesmos sem perceberem o elevado risco em aplicar inapropriadamente seus recursos financeiros. O que pode parecer bobagem também pode ser o diferencial determinante entre o sucesso e o fracasso. 
 

Primeiramente vamos entender o que e ser um GP. 
 
Ao contrario do que possa sugerir o termo, ser GP não é ser gerente. Ser gerente é ocupar um cargo estruturado em uma organização e assumir responsabilidade direta por um conjunto de atribuições próprias. Enquanto que ser GP, na verdade, é um papel, por vezes  uma função bem definida e clara em uma organização, como em uma estrutura projetizada ou algumas matriciais. Ser GP consiste em apoiar-se no conhecimento de boas práticas ou metodologias de GP aplicáveis a sua área (PMBoK, Scrum etc.) e colocá-las a serviço da execução de um projeto. Ou seja, ser GP é realmente servir. 
 
Não obstante cabe falar que estar a serviço não é o mesmo que estar submisso a tudo que transcorra no dia a dia de um projeto. Mas, sim, fazer uso de habilidades (comunicação, liderança, atitude, negociação etc.) e assumir uma postura profissional de ser o facilitador no maior número possível de eventos que venha a ocorrer, ou pelo menos nos mais relevantes. Cabe lembrar que tecnicamente encontramos no PMBoK a definição para sucesso de um projeto: estar, ao final, plenamente alinhado com a sua última linha de base. 
 
Mas a realidade com a qual me deparo nos treinamentos ou palestras que ministro, principalmente quanto ao primeiro, é a ideia de que um software de GP tal qual o MS-Project ou o Primavera P6 são verdadeiras ferramentas mestras. Tornam-se o oráculo em GP. 
 
Não é bem assim que a banda toca. 
 
Há uma necessidade de conhecimento em GP que para ser obtido requer certo esforço. E que esforço! E levados pela necessidade ou o impulso de "fazer acontecer", as pessoas tendem a colocar esse esforço de lado e supor que estão ganhando tempo ou fazendo exatamente o que é necessário. 
 
Acontece que essas ferramentas reúnem um conjunto extenso de funcionalidades, dando um verdadeiro poder de fogo. Usá-las significa que serão gerenciadas não só as atividades (cronograma, sequenciamento e Gantt), mas também recursos (alocação e nivelamento), custos, restrições, relacionamentos, monitoramento, planejamento (valor agregado, p.e.), curvas de distribuição etc.. Se o meu leitor desconhece alguns desses termos, muito provavelmente precisará conhecê-los antes de partir para o uso do MS-Project ou do Primavera P6. 
 
E como instrutor tanto de Primavera P6 quanto MS-Project diria que utilizar tais ferramentas apenas para o básico (atividades + sequenciamento + Gantt) acaba transformando-as, na prática, em verdadeiras planilhas eletrônicas. É como matar um mosquito com tiro de canhão. Um enorme desperdício!  
 
É possível utilizar um software de GP sem conhecer as suas boas práticas? Até pode. Mas seria algo como colocar um pedreiro que só sabe fritar ovos em uma cozinha muito bem estruturada e equipada com o estado da arte em utensílios. Ele não conseguirá fazer mais do que ovos fritos apesar de todo o elevado investimento ($$) realizado. É uma desproporcionalidade entre investimento e realização. E às vezes não será capaz, sozinho, de perceber essa diferença. 
 
Até a próxima. 

 

José Dimas,PMP

Com mais de 15 anos de experiência em projeto, sendo Engenheiro Eletrônico, pós-graduado em Análise Sistemas (PUC-RJ), MBA em Gestão Executiva Telecom (Ibmec-RJ), forte experiência em Telecomunicações (nas áreas de infraestrutura, transmissão de dados e TI).

 

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